06/02/2012

Aprender a aprender - um projecto interdisciplinar


Na lógica do já publicado neste blogue a propósito de articulação curricular e aprendizagem colaborativa, não podia deixar de relembrar um trabalho que realizei sobre HISTÓRIA, LITERATURA E REALIDADE: CONHECER A (IN)TOLERÂNCIA, numa altura em que era professora de história, de turmas do 9º ano, e simultaneamente coordenadora de uma Biblioteca Escolar. Partindo da utilização das narrativas O Mundo em que vivi de Ilse Losa e Diário de Anne Frank, procurou-se mostrar como História e Literatura, particularmente com ênfase na promoção da leitura, contribuem para:
  • Compreensão histórica da realidade;
  • Formação e desenvolvimento da consciência de cidadania;
  • Educação para os Direitos Humanos (sobre e para);
  • Promoção de uma Cultura de Paz na atualidade


De entre às diversas conclusões obtidas em conjunto com os alunos, salientamos o facto destas narrativas refletirem não só o conhecimento histórico da realidade europeia da Europa, como o despertar consciências perante fenómenos atuais, contribuindo para uma reflexão aprofundada sobre as nossas atitudes, os valores de tolerância e o direito à(s) diferenças. Consequentemente tornam relevantes os sentimentos, a empatia e a consciência de que todos teremos que conhecer o que se passou, a fim de legitimar uma luta franca pela liberdade e dignidade humanas – o real…. Parafraseando José Mattoso (2001, 138), esse sentido, que é o real, “não se capta apenas por meio da narrativa verídica, que é a história, mas também por meio da ficção que exprime de outra maneira o sentido das ações do homem e da sua relação com o mundo em que vive”.

Mattoso, José (2000), “A importância do texto Literário no ensino da História”, in  No Branco do Sul as Cores dos Livro : Actas- Encontro sobre Literatura para crianças e Jovens, Lisboa: Caminho, p. 135-149



Pelo exposto, não poderíamos deixar de partilhar esta apresentação sobre um Projeto interdisciplinar de leitura e de escrita partilhado pela Biblioteca da ESSPS, no facebook. Aqui fica e vale a pena analisar:



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